Turismo Músico-Acadêmico-Ciclístico por Florianópolis parte 4!Chegamos enfim ao esperado destino, o Restaurante Cachoeira. À direita, uma família de argentinos, visitantes corriqueiros destas bandas:

Não posso esquecer quem me trouxe até aqui, a Sereia VI:

Enquanto esperava minha anchova grelhada (sim, escapei momentaneamente de minha convicção de não mais comer carne, mas a questão é que estávamos numa comunidade de pescadores, e a atividade da pesca faz parte da realidade e da subsistência do nativo, de forma aparentemente bastante sustentável), com arroz, pirão e batatas fritas, estreei o timer da máquina para eternizar a presença do mais novo garoto-propaganda Tamar:

Para deleite dos turistas, as gaivotas locais apreciam bastante as fritas francesas, e sobrevoam alucinadamente a água ao menor sinal de uma batata amarelinha flutuante:


Satisfeito com o almoço, deixei a bike lá mesmo e saí para um curto passeio a pé, a fim de conhecer a cachoeira que dá nome ao restaurante. No caminho, um registro da comunidade de pescadores, que parecem sobreviver também do artesanato:

No caminho, não tinha uma pedra, mas algumas:

E também já tinha água:

A cachoeira de verdade é esta:

Na volta, fiz amizade com este pequeno quadrúpede. Detalhe: havia um freguês mais animal do que o próprio cachorro que, apesar de perceber que eu tentava a todo custo fotografar o bicho olhando pra câmera, ficava assoviando, distraindo a atenção do canino. Mas, convenhamos, eu não devo ter feito tanta amizade assim, pois não tinha comida para oferecer, e posteriormente a melhor companhia do pequeno foi dos
hermanos!

Na hora de partir, rolou a decepção: levei a bike ao ponto, como pode-se ver abaixo, mas o "comandante" recusou-se veementemente a levar meu veículo na embarcação!

Enquanto esperava o próximo barco, para tentar a sorte daqui a uma hora, torcendo para que o comandante demonstrasse ser mais compreensivo e flexível, continuei fotografando. Vejam que belo perfil:

E vejam o resultado da maresia sobre meu possante de duas rodas:


Felizmente, a embarcação seguinte concordou em me levar - contei com a ajuda da funcionária/dona do restaurante, e também com o interessante raciocínio do "comandante", que explicou: "se podem entrar com instrumento musical, por que não com bicicleta??" Poxa, nota dez pro camarada!
No caminho de 40 minutos de volta, casas de todos os tipos. Simples:

E poderosas (mas aceitaria uma simples de presente tb rsrsr):

Desembarquei aqui, a bicicleta foi em cima da embarcação, amarrada com umas cordas:

Após devolver a bike, terminei meu passeio de quase trinta quilômetros com um belo registro do inverno catarinense:

Achei estes dois instantâneos também bonitos, e viva o zoom 4x:


E no dia seguinte, lá estava eu, pronto para partir:


O relato pareceu de uma viagem mega-solitária, mas pelo contrário: além de encontrar com velhos amigos no Congresso, também nos entrosamos bastante com os recém-conhecidos no albergue, e não resistimos à tentação do álcool por nenhuma noite hehehe!! A vida noturna (pq vida noturna tem a ver com boemia?) na Lagoa é agitadíssima, há ruas com bares bacanas um ao lado do outro, sempre com música ao vivo, nos mais variados estilos: rock, forró, samba e até choro. Alguns preços salgados, mas nem tudo proibitivo. Exceto uma
singela festa de inauguração de uma chopperia, com cambistas vendendo convites a 450 reais!! Bem, como somos músicos, desprezamos tal evento e voltamos a procurar um bar onde o couvert fosse de graça (apesar de sermos músicos!!!). Por Deus, ou Santa Cecília, nossa padroeira, encontramos!!!
Abraços a todos e até a próxima viagem!! Ou revejam as partes
1,
2 e
3.