Thursday, September 02, 2010

Turismo Músico-Acadêmico-Ciclístico por Florianópolis parte 4!

Chegamos enfim ao esperado destino, o Restaurante Cachoeira. À direita, uma família de argentinos, visitantes corriqueiros destas bandas:
Não posso esquecer quem me trouxe até aqui, a Sereia VI:
Enquanto esperava minha anchova grelhada (sim, escapei momentaneamente de minha convicção de não mais comer carne, mas a questão é que estávamos numa comunidade de pescadores, e a atividade da pesca faz parte da realidade e da subsistência do nativo, de forma aparentemente bastante sustentável), com arroz, pirão e batatas fritas, estreei o timer da máquina para eternizar a presença do mais novo garoto-propaganda Tamar:
Para deleite dos turistas, as gaivotas locais apreciam bastante as fritas francesas, e sobrevoam alucinadamente a água ao menor sinal de uma batata amarelinha flutuante:

Satisfeito com o almoço, deixei a bike lá mesmo e saí para um curto passeio a pé, a fim de conhecer a cachoeira que dá nome ao restaurante. No caminho, um registro da comunidade de pescadores, que parecem sobreviver também do artesanato:
No caminho, não tinha uma pedra, mas algumas:
E também já tinha água:
A cachoeira de verdade é esta:
Na volta, fiz amizade com este pequeno quadrúpede. Detalhe: havia um freguês mais animal do que o próprio cachorro que, apesar de perceber que eu tentava a todo custo fotografar o bicho olhando pra câmera, ficava assoviando, distraindo a atenção do canino. Mas, convenhamos, eu não devo ter feito tanta amizade assim, pois não tinha comida para oferecer, e posteriormente a melhor companhia do pequeno foi dos hermanos!
Na hora de partir, rolou a decepção: levei a bike ao ponto, como pode-se ver abaixo, mas o "comandante" recusou-se veementemente a levar meu veículo na embarcação!
Enquanto esperava o próximo barco, para tentar a sorte daqui a uma hora, torcendo para que o comandante demonstrasse ser mais compreensivo e flexível, continuei fotografando. Vejam que belo perfil:
E vejam o resultado da maresia sobre meu possante de duas rodas:

Felizmente, a embarcação seguinte concordou em me levar - contei com a ajuda da funcionária/dona do restaurante, e também com o interessante raciocínio do "comandante", que explicou: "se podem entrar com instrumento musical, por que não com bicicleta??" Poxa, nota dez pro camarada!

No caminho de 40 minutos de volta, casas de todos os tipos. Simples:

E poderosas (mas aceitaria uma simples de presente tb rsrsr):
Desembarquei aqui, a bicicleta foi em cima da embarcação, amarrada com umas cordas:
Após devolver a bike, terminei meu passeio de quase trinta quilômetros com um belo registro do inverno catarinense:
Achei estes dois instantâneos também bonitos, e viva o zoom 4x:

E no dia seguinte, lá estava eu, pronto para partir:

O relato pareceu de uma viagem mega-solitária, mas pelo contrário: além de encontrar com velhos amigos no Congresso, também nos entrosamos bastante com os recém-conhecidos no albergue, e não resistimos à tentação do álcool por nenhuma noite hehehe!! A vida noturna (pq vida noturna tem a ver com boemia?) na Lagoa é agitadíssima, há ruas com bares bacanas um ao lado do outro, sempre com música ao vivo, nos mais variados estilos: rock, forró, samba e até choro. Alguns preços salgados, mas nem tudo proibitivo. Exceto uma singela festa de inauguração de uma chopperia, com cambistas vendendo convites a 450 reais!! Bem, como somos músicos, desprezamos tal evento e voltamos a procurar um bar onde o couvert fosse de graça (apesar de sermos músicos!!!). Por Deus, ou Santa Cecília, nossa padroeira, encontramos!!!

Abraços a todos e até a próxima viagem!! Ou revejam as partes 1, 2 e 3.
Turismo Músico-Acadêmico-Ciclístico por Florianópolis - parte 3!

Tirei um dia de folga do Congresso e parti para o verdadeiro passeio pela Ilha da Magia! Saí a pé, depois do café da manhã no Lagoa Hostel, em busca um local onde sabia que encontraria informações sobre cicloturismo. Não achei o bendito lugar (a rua indicada pelo Google Maps NÃO era a rua real, localizada a alguns quilômetros dali), então saí no rumo, contornando a lagoa; percebe-se que o dia estava mesmo fechado:

Acabei encontrando outro lugar bacana: a loja do camarada Jorge, que também organiza eventos de cicloturismo, o Pedalando pela Paz. Por sorte, cheguei instantes antes de ele partir para mais um longo pedal; abaixo, a loja já fechada:
Pedi a ele uma sugestão de um passeio curto, para alguém que não conhece a cidade, aproveitar o dia pedalando, e tal. A sugestão foi seguida à risca e até ampliada: alugar uma bike logo mais à frente, seguir até um certo terminal de barco, onde embarcaria com a magrela, até uns restaurantes bacanas na Costa da Lagoa. Esse passeio de barco, seguido de almoço, havia passado na TV uns dias antes, num domingo no Esporte Espetacular. De lá, eu voltaria num outro barco, para outro terminal, até devolver a bike alugada.

Pois bem, segui o passeio à risca e ainda visitei o Projeto Tamar, onde comprei presentes para mim e para minha digníssima (desculpe aos outros, foi até onde meu cartão Visa deixou!!). Mas voltemos um pouco: após alugar a bike péssima, tirei minha primeira foto ainda na Lagoa. A placa atesta que a qualidade da água é própria para o banho, já a temperatura...
Tive medo em certo ponto do trajeto, na primeira das duas únicas subidas, e achei melhor deixar aqui registrado o alerta: obesos, cuidado!
Passei pela Praia Mole, famosa pelas boas ondas para surfistas e pelos points GLBT. Não cheguei a ver a praia, pois a estrada que seguia situa-se um pouco pra dentro do continente, ou melhor, da ilha!! Ao final da segunda subida, o Mirante Ponto de Vista, cujo movimento denunciava a baixa temporada. Apesar do mau tempo, tirei algumas fotos:

De lá segui meu rumo até o Terminal Lacustre mas, como já disse anteriormente, cruzei no caminho com o Projeto Tamar, e registrei o momento da respiração da tartaruga marinha:
Depois das compras (para você que não ganhou presente, pode acessar a loja virtual do Projeto Tamar), segui um pedaço por uma rodovia, até achar a placa que procurava:
Segui pelo próximo trecho absolutamente sozinho, primeiramente um asfalto já destruído, depois terra batida, em meio a árvores absolutamente secas... Não tive coragem de parar e fotografar, queria sair dali! Na volta ao asfalto, já que parecia não ter ninguém mesmo, registrei o deserto (na verdade, um mangue) que atravessava:
E tirei umas quinze mil fotos tentando me enquadrar junto à bicicleta e à sacola de compras, para provar que era eu mesmo quem estava lá!
Finalmente cheguei ao Terminal Lacustre, que amargava a baixa temporada:

Enquanto não embarcava, aproveitar para registrar uns instantâneos e flagrei o lixo, que é mais raro em Florianópolis mas também existe - será que culpa dos turistas? Hum, pela garrafa de água sanitária, acho que não. Aviso que recolhi e depositei no lugar devido:
Enquadradas abaixo, meus meios de transporte no dia: estaria eu num porto de bikes?
E pedal comendo solto no meio da lagoa:
A aventura continua no próximo capítulo!
Turismo Músico-Acadêmico-Ciclístico por Florianópolis! parte 2

Dando sequência ao post anterior, destaco que apenas uma das principais diferenças da Ilha da Magia, em relação a outras cidades que já vi no Brasil, é a arquitetura típica. Há muitas casas de madeira, e a tendência geral, além disso, são os muros, grades e portões baixos - sem relação nenhuma com o porte da própria residência. Todas fotos foram tiradas na rua do Lagoa Hostel. Nos dois primeiros exemplos abaixo, estão até as grades mais altas que vi por lá.
Já que estamos por aqui, seguem algumas imagens da parte interna do albergue - evidentemente, não falta lugar pro pessoal tomar sol e, principalmente, beber e fumar maconha (lembramos que, pelas regras do hostel, é expressamente proibido o uso de drogas nas dependências do mesmo rsrsrs!):


Flagrei uns anus (plural do pássaro que atende pela alcunha de anu) bastante civilizados, saindo do nosso jardim e atravessando a rua a pé, sem nem mesmo abrir o portão:


O CEART-UDESC - Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina, local onde ocorreu o Congresso, é um lugar bem localizado em Floripa, limpinho, bonitinho e bastante arrumadinho, como é possível perceber:
Mas os banheiros, meu filho... rola um Twitter democrático e pouco higiênico nas paredes, nas portas... cada um deixa seu tweet!!

Não deixei de registrar as bikes criativas dos estudantes da UDESC. Abaixo apenas duas: uma estilo Ceci toda grafitada, com dois selins amarrados, e uma calibragem exótica do pneu traseiro; a outra, com uma engenhosa solução de para o bagageiro:

Continua na parte 3, a melhor de todas (pra quem ainda não achou nada bom, torça para ser a que preste!!).